LEITURAS DO REALISMO

- 2011 -

A COBIÇA

Desde que o homem se entende por homem

Desde que o mundo se entende por mundo

Desde que tudo se tem no mundo

Por que cobiçar e não trabalhar

Por que cobiçar e não trabalhar

Por que da cobiça

Por que da ganância

Viver assim, ser tão infeliz

Por que não lutar para se ter o que quer

Correr o risco de perder uma mulher

A cobiça consome a alma

E muda o que nós somos

Por que se arriscar a tanto

Entrar em um caminho sem volta

Perder quem nós amamos

Talvez para sempre...

 

 

 

 

 

 O 2º ano, a partir da leitura de contos do Realismo em paradidático, elaborou releituras de narrativas de tal  estilo de época, através de intertextos em forma de letras de música ou poemas.

 

 

 

O AMOR

O amor proibido

Por que a de ser tão atraente

Amor proibido

Por que não a de ser mais simples

Amor proibido

Por que te proíbem

Amor é tão puro

Por que proibir

Por que proibir o que não se controla

Por que proibir o amor

Por que proibir o que é livre

O que é livre não se proíbe

O que não se controla não se proíbe

Então por que proibir o amor

O HÓSPEDE

 

E viajava o homem

Caixeiro de cobranças

Viajava em seu cavalo

Só pensando nas mudanças

Chegando ao meio do caminho

Não aguentava

Precisava parar

E logo entrou numa casa

Para o homem era um caso especial

Mas a casa não era hospedaria

Pertencia a um casal

Que disse que o homem só dormiria

Deram de comer e de beber

E uma cama bem macia

Que pertencia a sei filho

Que logo retornaria...


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