Em novembro de 2004, o INM apresentou o espetáculo "LENDAS", de Maria Luísa Macieira Morales, com mais de 300 alunos em cena.


As lendas fazem parte da imaginação popular ou poética e são histórias anônimas muito antigas, onde a fantasia e o real se misturam. Suas histórias mágicas nos encantam ao criar assombrações, seres sobrenaturais e forças místicas e procuram explicar os acontecimentos que destacaram como heróis, homens e mulheres, de uma determinada época. Se as guerras transformam nós mortais em seres desprezíveis, as lendas de certa forma tentam apaziguar tamanha dor. Depois de séculos de guerras conseguiremos desarmar nossa mente e nosso corpo? Talvez não! Pois a história comprova os nossos erros!

 

Nesse contexto, mais de 300 alunos do INM recriaram três lendas envolventes que marcaram importantes fases da história: A Guerra de Tróia; A Lenda de Excalibur; O Menino do Pastoreio. Todas as peças foram adaptadas por Maria Luísa Macieira Morales(na foto ao lado com Maria Cecília Macieira, responsável pelos figurinos e cenários).

Alguns alunos participaram do "staff", ajudando na preparação dos artistas e na organização do evento.


"Por uma dama, por Helena bela

de muitos homens gregos e troianos

travaram mil batalhas ferocíssimas

em que no chão se dobram os joelhos

e lanças partem-se aos primeiros ímpetos"

(A Ilíada de Homero)

Os exércitos manobram e lutam na Ilíada. O verdadeiro objetivo não é a guerra, mas a fama. Nomes como Aquiles, Heitor, Agamenon, Menelau, Páris, Ulisses, Helena, juntos com os deuses escreveram o destino do mundo diante das muralhas de Tróia, que sobrevive até hoje. A guerra começou quando três deusas Hera, Atena e Afrodite discutiram sobre quem era a mais bela. Realizou-se então um concurso de beleza em que Páris de Tróia, serviu de juiz. É o estopim para que a guerra fosse deflagrada e, com ajuda de Afrodite, Helena é levada a Tróia.

A luta em torno dos muros de Tróia durou dez longos anos, tempo em que os Deuses tomaram partido de um lado e do outro da situação.

Os gregos venceram a guerra com um famoso ardil, deram a Tróia um cavalo de madeira dentro do qual se escondiam os gregos. Enquanto os troianos dormiam, os gregos saíram do cavalo e abriram as portas da cidade ao exército.

Vitoriosos os gregos uniram Helena a Menelau e todos voltariam para casa.

Exceto o guerreiro Ulisses que enfrentaria uma nova jornada: a Odisséia.  Mas isso é outra história...


Idade das Trevas, a anarquia tomava conta da Inglaterra. O país estava dividido e sem rei, e desses séculos perdidos nasceu uma lenda.

Do mago Merlin... da chegada de um rei... do destino de um povo... fundida por Deus, revelada por um mago, encontrada por um homem: a espada sagrada Excalibur!

Para os celtas, a espada era a arma principal, que eles atribuam poderes mágicos. Seja como for, numa época em que magia e mistério se mesclavam com o mundo comum e corrente, Arthur é o personagem central do ciclo que leva seu nome. Segundo alguns historiadores, sua genealogia é bem pródiga e difícil de narrar.


Esta história aconteceu nos pampas gaúchos, no tempo em que e espectro da escravidão assombrava o nosso país. Numa fazenda vivia um senhor extremamente cruel, onde o amor e a compaixão não habitavam seu coração. Afeto, Dom Duarte, sentia apenas pelo seu filho, José Manuel, que seguia as pegadas do pai no caminho da maldade, e por seu cavalo baio, corredor veloz e que era o seu preferido. Nesta mesma fazenda vivia também um escravo negro que todos chamavam de Menino, pois ninguém se dera ao trabalho de batizá-lo.

Um milagre é contado nesta história, que termina em tragédia. O Menino do Pastoreio morre, tendo se apaixonado por Letícia, prometida para José Manuel. A notícia sobre a sua morte e o milagre do Menino do Pastoreio corre a vila. Contava-se a mesma coisa: uma tropa de belos cavalos corria pelos campos do Rio Grande do Sul tocado por um rapaz num cavalo baio e veloz. Naquela ocasião muitos acenderam velas e rezaram pela alma do menino maltratado, pois acreditavam que fazia

milagres ao ajudar as pessoas a encontrar coisas perdidas. Mas um dia chegaria a hora que a voz do negro ecoaria por todo o país clamando por liberdade, iluminado por seu brilho forte e precioso como uma pérola negra.

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